Por Jotapê Martins / site Omelete
QUADRINIZAÇÃO DO FILME DE HOMEM-ARANHA SAIRÁ EM MAIO
            A adaptação do filme do Homem-Aranha, escrita por Stan Lee, ilustrada por Alan Davis e editada por Ralph Macchio, mereceu comentários de Axel Alonso, editor-geral da personagem em entrevista ao site CBR.
            Diferente do sucesso de 2000, X-Men, na qual os heróis já apareciam definidos, a película do Aracnídeo conta sua origem. De antemão, isso descarta uma trilha que rendeu frutos interessantes no caso dos mutantes de Bryan Singer: prequels, ou seja, aventuras que precedem a trama. Além disso, como de praxe em Hollywood, boa parte da produção foi mantida em sigilo até agora. Por isso, os quadrinhistas tiveram de trabalhar no escuro a fim de criar a necessária sinergia
entre o gibi e a tela grande.
            O lançamento da adaptação oficial de 48 páginas está previsto para 17 de abril nas lojas especializadas dos Estados Unidos ao preço de 5,95 dólares. No entanto, quem conseguir esperar, pode adquirir por 12,95, em maio, o encadernado Spider-Man The Movie TPB, que traz, além da adaptação, a história publicada em Ultimate Spider-Man 8, escrita por Brian Bendis e desenhada por Mark Bagleya, a recente aventura publicada em Spider-Man's Tangled Web 10, escrita e ilustrada por Kaare Andrews, bem como o episódio de Paul Jenkins e Mark Buckingham extraído do gibi Peter Parker: Spider-Man 35.
            É interessante notar que, anteriormente, a Marvel havia informado que constaria da edição a primeira aventura do Homem-Aranha, produzida em parceria pelo próprio Stan Lee e por Steve Ditko para a revista Amazing Fantasy 15 de 1962, e também a recente aventura publicada em Spider-Man's Tangled Web 4, escrita por Greg Rucka e desenhada por Eduardo Risso. Chama atenção que tenham trocado a história original da personagem por uma edição da atual e alternativa versão Ultimate.
SHAZAM POR STAN LEE
Por Fabricio Grellet / site Omelete

            A DC Comics prossegue sua série Just Imagine Stan Lee Creating.... Em março, lança outro especial mostrando como o pai do Universo Marvel lida com a mitologia de sua principal concorrente, criando novas origens e condições para os heróis.
            Desta vez o foco é Shazam, ou melhor, Capitão Marvel. Aliás, cabe aqui um esclarecimento: A DC Comics, nos anos quarenta e cinqüenta, processou a editora Fawcett, por plágio. Alegava que os poderes do Capitão eram muito parecidos com os do Super-Homem. Por uma incrível estupidez de quem julgou
tal caso, a atual divisão da Warner ganhou a ação, e anos depois comprou os direitos do herói que havia tirado do mercado. No entanto, enquanto o Maioral Vermelho ainda estava no limbo, a Marvel Comics, na época encabeçada por Stan Lee, criou seu próprio Capitão Marvel, e numa manobra muito bem feita, impediu a editora rival de usar o mesmo nome nas capas de qualquer revista sobre a personagem da antiga Fawcett. Resultado: hoje, sempre que a DC anuncia o Capitão Marvel, faz uso somente de SHAZAM.
            E aí vem a base dessa história escrita por Stan Lee, que não faz qualquer referência ao antigo herói, e mudou tudo que já conhecemos. Na revista especial de 48 páginas, ao preço de 5,95 dólares, o desenhista Gary Frank e a arte-finalista Sandra Hope unem-se ao "papa dos quadrinhos" para nos apresentar Robert Rogers, agente da Interpol que tem como parceira Carla Noral. Em uma caçada a terroristas na Índia, Rogers e Noral não conseguem impedir o assassinato de um faquir. Este, ao morrer, concede o poder de Shazam ao policial, que ganha o dom de se tornar um monstro de quase três metros e com poderes inimagináveis.
            Além do conto principal, a revista traz ainda um capítulo que mostra as aparições de outros heróis na Índia, inspirados em Shazam! Esta história secundária tem roteiro de Michael Uslan, diálogos de Lee e ilustrações de Kano.
ELEKTRA GANHA NOVA MINISSÉRIE
Por Jotapê Martins / site Omelete

            A Marvel Comics anunciou mudanças na série regular da ninja Elektra, bem como o lançamento de um projeto especial da personagem.
            Em junho, com a saída definitiva de Chuck Austen, o desenhista Carlo
Pagulayan e o arte-finalista Danny Miki assumem o título mensal da anti-heroína, Nas edições 9 e 10, Austen já havia sido substituído em caráter provisório pelo brasileiro Joe Bennett. A revista, que já havia sofrido mudanças na equipe de criação quando Greg Rucka entrou no lugar de Brian Bendis a partir da
sua sétima edição, continuará a trazer capas ilustradas por Greg Horn.
            A primeira edição da mini-série em quarto partes, Elektra: Glimpse And Echo, escrita e pintada por Scott Morse chega às lojas especializadas dos Estados Unidos em julho deste ano. A trama revela uma faceta diferente da mortífera ninja grega enquanto ela investiga um chamado do mundo dos mortos.